Tempo de Mudança

10-Hardest-Life-Fish-BowlEstou concluindo uma fase em minha vida e, quando isso acontece, sempre é tempo de mudança. Desta vez, não será diferente.

Estou encerrando este blog no dia de hoje por que o tempo dele passou, hoje sou outra pessoa, com uma visão mais ampla de mundo. Eventualmente este blog deixará completamente de existir.

Amo escrever e portanto, não vou parar. Meus interesses também não mudaram, porém cresceram em número e amplitude, então acho que a proposta desse blog não comporta a nova necessidade. Por isso, estou fazendo outro, o Goldberg Pocket Universe. Mais amplo que esse e com mais ferramentas, como tradução em inglês e mais versatilidade, o GPU! vai expandir minhas possibilidades de texto. Além dos assuntos que já abordo no Dicas-E, vou poder também começar a falar de Story Telling, comportamento, filosofia e outras tantas coisas que fazem parte de meu pequeno (e complexo) universo.

Alguns dos artigos deste blog serão copiados e traduzidos, outros não. Meu critério será relevância, pois existem coisas aqui que perderam o sentido com o passar do tempo. Sugiro que você salve em PDF o que não quiser perder acesso.

Aos que me acompanharam até aqui, fica meu muito obrigado e um convite para que se inscrevam também por lá. Ainda falarei sobre empresas e a empreendedorismo.

– Jim Bruno Goldberg
03/07/2016

O Todo das Partes

Somos o todo, e não  as suas partes

Somos o todo, e não as suas partes…

As pessoas que me acompanham a mais tempo já me ouviram reclamar algumas vezes da falta de profissionalismo que temos em nosso mercado. Aqui, os ditos “profissionais” magoam facilmente, levam críticas profissionais como sendo ataques pessoais e tendem a não dizer verdades duras clara e diretamente para seus interlocutores. Isso é, provavelmente, resultado de nossa cultura latina e é comum o profissional ser criticado por que não colocou  “panos quentes” para amenizar alguma situação e acabou por magoar alguém. Esta postura é muito ruim por diversos motivos que não pretendo abordar aqui, mas que merecem um artigo a parte no futuro.

Tendo trabalhado alguns anos com profissionais do exterior, pude notar claramente algumas características que poderíamos adotar para melhorar nosso ambiente de trabalho e ainda – pasme – evitar permitir que certos estresses vazassem para nossa vida pessoal. Minha experiência com esses profissionais me leva a concluir que, no geral, eles são mais maduros nesse aspecto que o profissional médio brasileiro. Estou fazendo esse esclarecimento por que considero necessário externalizar que esta questão não é um contraponto ao que vou dizer aqui, mas sim uma outra perspectiva de encarar a mesma realidade.

As esferas profissional e pessoal fazem parte do todo que é o ser humano típico de nossa sociedade. Uma não existe sem a outra: sem os objetivos pessoais a atingir, uma pessoa não possui por que trabalhar e ter uma vida profissional. E mesmo que tenha uma vida pessoal sem uma esfera profissional diretamente relacionada, a pessoa não vai se sentir realizada sem um sentimento de evolução, que tipicamente é proporcionada pela carreira, apesar de poder vir de outras fontes.

O fato destas partes pertencerem a esse todo maior que é a pessoa não significa que estejamos misturando as coisas e abrindo mão do profissionalismo. Saber quando agir como o profissional e como dar vazão a nossa personalidade pessoal continua sendo essencial. Somente estamos admitindo que estas duas facetas sofrem interferência mútua e portanto, podem se ajudar ou se atrapalhar no processo de evolução do indivíduo.

Ao mesmo tempo, estamos admitindo que cada um desses momentos possui suas próprias demandas que devem ser satisfeitas: não é elegante – nem inteligente – ir na festa de final de ano da empresa, “encher a caveira” e terminar a noite cantando “Sandra Rosa Madalena” abraçado na estátua do fundador. Por outro lado, pode ser perfeitamente aceitável na esfera pessoal, naquela estátua feia que fica no meio do jardim da casa de seu melhor amigo. Tudo depende da conduta considerada aceitável pelo grupo que você faz parte naquele momento e da imagem que pretende cultivar junto a este grupo.

Isso nos leva ao ponto principal deste texto: ser empresário exige comportamentos específicos, emergentes de nossas crenças e conhecimento e  estes comportamentos são, muitas vezes, contra-intuitivos e construídos deliberadamente através de desenvolvimento pessoal em várias áreas.

Algumas vezes, é necessário ser antipático por um bem maior, outras ser amável por que a pessoa precisa se sentir acolhida para entender que você se importa com ela. Ser capaz de contar de forma uma emocionante uma história que ilustre claramente por que sua empresa é relevante ou ser capaz de calar, apesar das pessoas a sua volta estarem angustiadas sem saber o que fazer são somente alguns exemplos.

Por ser uma posição tão peculiar, saber como agir de uma forma ou de outra exige do empresário uma visão singular do universo a sua volta, controle emocional, uma intelectualidade bem desenvolvida, assim como outros predicados, como conhecimento. E esta visão e capacidades são construídas a partir da pessoa que empresário é como um todo, e não somente do profissional que ele trabalhou tanto para desenvolver dentro de si.

O empresário entende que muitas vezes, por exemplo, “ser bonzinho” não é o que precisa ser feito e que saber o que deve ser feito não é o mesmo que fazer. Ele precisará da segurança que construiu provavelmente através de suas experiências pessoais para ser capaz de chegar em outra pessoa que talvez ele goste muito, olhar no olho dela e contrariá-la, “bater de frente” com essa pessoa mesmo correndo o risco de perder a simpatia daquela pessoa. E é impressionante a quantidade de gente que possui dificuldades enormes em fazer esse gesto.

Esta interferência também ocorre no sentido oposto. Um exemplo é quando o estresse no trabalho nos coloca de mau humor e descontamos nas pessoas que amamos ou sequer temos tempo para estas mesmas pessoas “por que precisamos terminar algo para segunda”.

Como pode notar, por mais que queiramos compartimentalizar nossa vida profissional e nossa vida pessoal, isso não é possível. Elas acabam se influenciando mutuamente. Se não somos capazes de dizer não em nossa vida pessoal, por que acreditamos que seremos capazes de dizer não no trabalho? Precisamos trabalhar nossa auto estima para poder defender uma posição com firmeza. O mesmo acontece quando não somos perseverantes em nossa intenção de ir malhar todo dia: como achar que conseguiremos manter uma empresa de pé que dure seus primeiros anos, comumente os anos mais difíceis, até que ela comece  a dar o retorno esperado?

Para se tornar um empresário de sucesso, seja a empresa do tamanho que for, é necessário uma jornada pessoal. Alguns valores precisam ser descartados, outros reconstruídos e é necessário que a pessoa se reinvente, se tornando uma versão melhor de si mesma a cada dia, aprendendo a cada passo do caminho. Afinal, cada um de nós é uma pessoa pessoa inteira, com defeitos e qualidades, forças e fraquezas, com mente e coração únicos compartilhando o mesmo universo pessoal. E se ainda não estamos na posição que queremos em nossa vida é por que ainda não somos a pessoa que precisamos ser para ocupar aquele espaço.

Abraços a todos.

 – Goldberg

Incluir para Conquistar

Evolução exige mudança. Mudar nos tira de nossa zona de conforto e portanto dói. Se você está desconfortável, então existe a chance de estar evoluindo, caso contrário, meu amigo…

Tornando as coisas mais interessantes

Tornando as coisas mais interessantes

Faz realmente muito tempo – mais de ano – que não publico nada neste blog. Isso me entristece demais. Tenho estado ausente por diversos motivos e o principal deles é profissional. Estou trabalhando a bastante tempo na ateliware, onde gosto muito. Um dia falo mais sobre ela e o trabalho que tenho desempenhado por lá, mas basta dizer no momento, que ela é cheia de profissionais que muito respeito e com quem tenho aprendido coisas incríveis a cada passo. Hoje trabalho como consultor e desenvolvedor Dynamics AX, o ERP da Microsoft ( Enterprise Resource Planning ).

Apesar de ter me dedicado mais intensivamente ao trabalho com empresas de maior porte, meu interesse por pequenos empreendimentos não arrefeceu. Pelo contrário, mais do que nunca acredito que seja meu papel ajudar pequenos empresários a ter sucesso, pois eles são, na realidade, os verdadeiros heróis deste país, gerando riqueza e bem estar que, as vezes, é tomada de suas mãos à força por um estado irresponsável e outros profissionais nem tão sérios e éticos quanto eles próprios. Meu trabalho com grandes empresas têm me capacitado cada vez mais a trazer bons insights para as pequenas, colocando algumas coisas realmente importantes em perspectiva.

Nos últimos meses, ficou ainda mais claro para mim que uma jornada empreendedora é mais que o resultado de um processo técnico de uma instituição: é um processo de aprimoramento intelectual, emocional e espiritual dos indivíduos que compõem esta instituição. E é sobre a luz desta nova ótica que sinto a necessidade de mudar significativamente o posicionamento deste site.

Muita gente faz trabalhos ótimos em blogs, livros e vídeos sobre as questões técnicas de empreendimentos de diversos tipos. Recentemente me dei conta que meu trabalho neste site não é diferente de milhões de outros por esse mundo afora: até aqui, fui somente mais uma voz falando o mesmo que milhares de outros. E apesar de que a geração e desenvolvimento de uma pequena empresa tenha muito a ver com as questões técnicas da administração – quer seja relacionada aos números e ou às pessoas – esta é somente uma pequena parte da história. As pessoas criam empresas por que querem ser felizes e ver a felicidade de outros. Um objetivo desta magnitude demanda mais do que conhecimento, demanda desenvolvimento pessoal: o empreendedor precisa se tornar uma pessoa melhor.

De uma forma mais abrangente que este blog, este site é mais do que somente um veículo para manifestar o profissional que sou, ele é sobre quem eu sou, e certamente sou muito mais que somente meu interesses profissionais. Desta perspectiva pessoal, eu também sou uma pessoa em franco desenvolvimento, tentando me tornar um ser melhor. Para seguir esta jornada, preciso ampliar minha visão de mundo e aprender coisas novas, as vezes sem entender exatamente como isso se relaciona a alguns de meus objetivos mais evidentes. Você sabia, por exemplo, que é provável que não tivéssemos hoje o IPhone se o Steve Jobs não tivesse se interessado na adolescência, por tipografia?

Por tudo isso que estou fazendo esta mudança realmente significativa no site e no blog, de forma que ele passe a incluir mais assuntos do mosaico de interesses que me fascinam. Temos um universo muito rico lá fora para explorar! E é para lá que estou indo.😉

Isso não significa que deixarei as questões técnicas de pequenas empresas de lado. Pelo contrário, significa que passarei a abordar estas e outras questões da jornada que é se tornar um empresário de sucesso sob uma ótica mais abrangente.

Estas questões mais técnicas continuarão presentes e facilmente identificáveis pelas tags e categorias, mas outras questões também passarão a ser incluídas em meus posts, pois somos seres integrados, mesmo que as vezes nos apresentemos sob a ótica de papéis diferentes. Em última análise, é impossível compartimentalizar a pessoa que somos do ser profissional e, consequentemente, da empresa que criamos e dos resultados que obtemos.

Nossos resultados são consequência de quem somos, como pensamos, o que sentimos e como agimos. Dito isto, acho que fica claro que, por mais que aparentemente algum assunto que eu aborde não tenha relação direta com o tema empreendedor, na realidade ele está profundamente relacionado com esta identidade pessoal, e é isso que define o que nossa empresa é, assim como o tipo de consequência e resultado que ela vai obter.

A partir deste momento, portanto, este blog passará a ser um mosaico de todos meus interesses, incluindo empreendedorismo e administração entre dezenas de outros. O que estou fazendo, senhores, é ampliando o universo de nossa interação e convidando a todos por uma jornada mais longa e profunda, que nos torne melhores como indivíduos, para que possamos alcançar os resultados não só financeiros, mas em todas as áreas de nossa vida. Assim estaremos mais instrumentalizados para, em última análise, ter sucesso profissionalmente e ser felizes pessoalmente.

Abraços a Todos

Goldberg

Efeito Rato do Deserto

No deserto, a água vem sempre primeiro.

No deserto, a água vem sempre primeiro.

O que:
Defina sua meta com cuidado e não tire os olhos do alvo, até alcançá-lo.

Como:
Antes de definir a meta da sua empresa ou mesmo a sua pessoal, estude o ambiente com cuidado: a meta pode não ser tão atraente como parece ou mesmo que seja, talvez não tão fácil alcançá-la.

Compreenda que a definição de uma meta implica em um compromisso assumido consigo mesmo e com seu pessoal. Desvios subsequentes deste rumo possuem grandes consequências. Entre estas consequências estão o descarte dos recursos pré-alocados que não podem ser recuperados, queda da motivação e perda de confiança dos liderados. Evite sempre que puder fazer estas mudanças de rota: faça-as somente em casos que não fazer terá consequênmcias ainda mais desastrosas.

Por que:
Você já reparou que , muitas vezes, pessoas pouco providas intelectualmente obtém mais sucesso que outras, muito mais inteligentes? Já parou para pensar no motivo disso?

O motivo disso é tão simples quanto pouco palatável:

Consistência geralmente vale mais que inteligência.

Pessoas inteligentes percebem o quanto o universo ao seu redor é rico e interessante, percebem as milhões de possibilidades à sua volta. Isso, que a princípio pode paracer algo ótimo, nem sempre se comprova desta maneira. Ocorre algo que eu chamo de “Efeito Rato do Deserto”.

Pense em um pequeno rato no deserto que está procurando água. Ele possui uma excelente percepção de todas as coisas ao seu redor e, como todo roedor do deserto, é fascinado com coisas bilhantes. Ao percorrer o caminho até a água ele encontra, distante no horizonte, algo brilhando. Ele não se contém e sai de seu caminho para descobrir que maravilha é aquela.

Ele gasta tempo e energia indo até lá pra descobrir que era uma bela pulseira metálica. Pega a pulseira e começa a retomar seu caminho, porém antes de andar significativamente em direção à água, ele vê outro objeto brilhando a distância. O que ele faz? Desvia-se novamente para ver o que é aquela nova e fascinante coisa que surgiu.

Mais uma vez, ele sai de seu caminho, gasta tempo e energia e,quando chega descobre que dessa vez é um relógio. Ele não consegue carregar a pulseira e o relógio, então deixa a pulseira para trás que, naquele momento, parece menos atraente. Nosso amigo rato começa o caminho de volta à estrada que o estava levando à água.

A tendência dele vai ser querer buscar todo objeto brilhante que perceber enquanto anda, gastando tempo, energia e frequentemente descartando as coisas de valor que acumulou anteriormente para poder carregar “a nova maravilha brilhante”.

Pessoas inteligentes tendem a agir como o rato do deserto, buscando sempre as coisas interessantes que surgem em seu horizonte. Parece uma boa idéia, mas não é. Com isso, elas acabam sempre gastando tempo e energia que farão falta na busca por seu objetivo mais importante: a água.

Ironicamente, pessoas mais desprovidas intelectualmente estão imunes a essas tentações, simplesmente por que não as vêem.

É necessário que, uma vez definido o objetivo, sigamos o caminho até alcançar aquela meta, pois não existem recursos para tudo que o mundo nos propõe. Se o trabalho de definição de objetivo foi bem feito, esse objetivo primário é o mais importante. Depois de atingí-lo, você poderá  buscar a “maravilha que brilha no horizonte”, não antes disso.

Reflexão:
Administrar é a arte de escolher.

Abraços a Todos,

Jim Bruno

Pequeno Notável

Pequenas Ferramentas, Grandes Soluções

Pequenas Ferramentas, Grandes Soluções

O que:
Mantenha e utilize vários checklists.

Como:
Sempre que estiver para fazer algo novo, inicie por um checklist. Não precisa ser nada muito complexo, mas precisa ser o mais completo possível para evitar problemas maiores. Gaste um tempo nisto, deixe-o por algumas horas e retome mais tarde. Algumas coisas que originalmente você não havia pensado surgirão. Reescreva-o diversas vezes, colocando as coisas em uma ordem cronológica que facilite a execução.

Uma vez que o considere pronto, começe pelo topo e não pare a menos que seja obrigado.

Depois de concluído todo o processo de execução, se houver chances de precisar fazer aquilo novamente, revise e guarde-o no “lugar certo de guardar checklists”. Essa é uma etapa que a maioria das pessoas não faz, mas que é muito importante. Utilize seus checklists como uma ferramenta de aprendizado corporativo.

Repita o processo sempre que precisar.

Por que:
Se diz por aí que:

Empresários nunca têm tempo de planejar, mas sempre têm o dinheiro para refazer.

E infelizmente, as pessoas tendem a agir como se isso fosse verdade. A ansiedade, mal do nosso século, faz com que as pessoas não se sintam produtivas quando estão sentadas, planejando. Elas já queriam estar lá, “botando a mão na massa”.

Mas essa atitude sim, não tem nada de produtiva. Tipicamente os problemas que precisamos resolver por falta de planejamento são mais caros, complicados e demorados que precisariam ser, caso tivéssemos pensado neles com antecedência.

Um Pouco Mais:
A revisão do checklist permite que a empresa aprenda com suas experiências.

Tenha em mente que a pessoa que fará aquele processo da próxima vez pode não ser você e, caso você não registre o que aprendeu, essa pessoa precisará aprender novamente, cometendo os mesmos erros do passado.

Reflexão:
Um toco de cigarro jogado displicentemente no chão pode acabar com uma floresta. Nunca subestime a importância das pequenas atitudes.

Abraços a Todos,

Jim Bruno

Olhe Sempre o Horizonte

destino

Defina seu Destino

O que:
Valorize a Missão, Visão e Valores de sua empresa.

Como:
Defina a Missão da empresa, sua Visão e seus Valores. Certifique-se que todos os colaboradores sabem quais são.

Caso você são saiba o que é isso, leia a respeito. Informe-se. Valorize sua missão, pois ela que é a bússola que dá o norte para as decisões que sua empresa toma, a visão é o porto que você pretende alcançar.

Valores são as coisas importantes para sua empresa e as pessoas que estão envolvidas com ela: colaboradores, clientes, acionistas, etc… Certifique-se de somente contratar pessoas que compartilhem estes valores.

Estas informações definem quem sua empresa é, como serão seus clientes, onde você vai chegar. Defina-as claramente e crie uma cultura que as considere essenciais.

Caso não se sinta preparado para fazer isso sozinho, busque um profissional qualificado. O SEBRAE, por exemplo, pode ajudar.

Por que:
É muito comum que o empresário subestime a importância destes valores.

Envolvido com as questões que considera mais “práticas” do seu negócio, que nada mais são que as de prazo mais curto, a tendência natural é que ele deleque estas questões a um segundo plano que nunca chegará. Grande erro.

A Missão de uma empresa é a base na qual ela constrói o valor que pretende entregar a todos. É cumprindo sua Missão que a empresa consegue se comunicar com o cliente e exibir a ele o que pode trazer à sua vida que o fará mais feliz.

O mesmo vale para o colaborador: as pessoas são movidas a vários outros incentivos, além de dinheiro. Um dos mais poderosos é o fato que todos queremos fazer coisas significativas, que tornem o mundo um lugar melhor. Ao trabalhar em uma empresa que tenha por Missão algo que este colaborador considere importante, ele estará muito mais motivado a ser dedicado e criativo.

A Visão nos permite claramente traçar metas claras, que nos permitam medir nosso progresso, sabendo se a decisão que estamos para tomar irá nos aproximar do que queremos ou nos afastar.

Os Valores são pilares fundamentais que nos dão limites de ação. Com eles, nos certificamos  que não iremos tomar atitudes das quais poderemos nos arrepender posteriormente para atingir nossas metas. Eles ainda nos permitem medir qual a importância relativa dos fatores envolvidos em nossas decisões. Nossos Valores criam o caminho no qual devemos andar e permitem que todos saibam “as regras do jogo”, sem ansiedades ou sobressaltos.

Estes Valores, ainda nos permitem identificar as pessoas que irão trabalhar conosco de forma harmoniosa, sem incorrer em atritos desnecessários e muito custosos em energia pessoal ou mesmo em dinheiro. Contrate somente pessoas alinhadas com a Cultura Empresarial que pretende criar.

 

Um Pouco Mais:
Nossa energia pessoal pode ser facilmente drenada por pessoas que estão sempre mal humoradas ou pessimistas, pessoas que são naturalmente combativas ou que precisam constantemente de aprovação.

Procure cercar-se daquelas pessoas que inspiram, que não se deixam abalar facilmente pelos problemas que ocorrem. Pessoas que possuam a garra necessária para achar soluções para os problemas que sabem que virão.

Tenha ainda igual cuidado com pessoas que se autodenominam otimistas. Elas podem ser tão danosas quanto as pessimistas, pois tendem a desconsiderar o risco, achar que por algum tipo de passe de mágica, tudo vai dar certo no final. Até pode dar certo, mas não será num passe de mágica, será por por trabalho, dedicação e inteligência.

Procure sempre se cercar de pessoas com uma atitude equiibrada entre estes dois extremos. (E não, realista e otimista não são a mesma coisa.)

Reflexão:
Para quem não sabe onde quer chegar, todo porto é destino.

Abraços a Todos,

Jim Bruno

Transcenda suas Limitações

Seu perfil também o limita

Seu perfil também o limita

O que:
Entenda suas limitações, aceite-as e construa algo maior que você mesmo.

Como:
Mais do que aceitar as pessoas diferentes de você, cerque-se delas e utilize essas diferenças como vantagem ao seu favor. Respeite estas visões diferentes das suas, aprenda com elas.

Depois de todos os fatos investigados e os argumentos pesados com justiça e objetividade, tome a decisão ou, – mais dificil e  frequentemente mais sábio – deixe alguém mais preparado que você, tomá-la.

Compreenda o real valor do trabalho em equipe: várias pessoas honestamente debatendo uma questão e pesando argumentos de forma desapaixonada, na maioria das vezes, tomarão decisões melhores que qualquer indivíduo decidindo sozinho.

Por que:
Cansei de ver grandes profissionais em suas áreas colocarem empresas e fracassarem . Eles tinham enorme conhecimento em suas áreas: engenharia, design, TI, etc… Possuíam excelentes idéias e produtos fantásticos, que o mercado precisava desesperadamente – e fracassaram MISERAVELMENTE. Isso é especialmente verdade para profissionais de perfil técnico. A história é recorrente.

Isso acontece por um motivo simples: profissionais técnicos são treinados, desde cedo, a ser solucionadores de problemas e, como diz o ditado popular: “para quem tem um martelo na mão, todo parafuso é prego”. Mas existe um problema nessa idéia:

“Uma empresa não é um problema a ser solucionado, mas uma nau a ser navegada.”

…e aí é onde reside toda a questão.

O trabalho de um “problem solver” é olhar fixamente um problema – e só aquele problema – e estudá-lo até que encontre a melhor solução para ele. É uma mecânica pontual: o que importa é o problema e sua solução. Ele é muito bom nisso e por mais complexa que a melhor solução seja, ele irá encontrá-la. Engenheiros e técnicos são treinados por pelo menos 5 anos para pensar desta forma, mas esta forma de pensar facilmente acaba com uma empresa.

Um bom administrador precisa conciliar coisas como dinheiro disponível, produto a ser melhorado, governo mudando legislação, insatisfação de pessoal, falta de tecnologia, ataque de concorrente, informação incompleta de mercado, problemas de cultura organizacional, desalinhamento de comunicação, entre centenas de outros, todos ao mesmo tempo. Não é dificil entender por que é impossível achar a melhor solução para cada um deles. Pior que isso: se você tentar achar a solução ótima para um, é provável que consuma tanto os recursos da empresa que não sobrem recursos para solucionar qualquer um dos outros problemas. A empresa vai quebrar. Essa lógica não é claramente visível para a maioria dos novos empresários com empresas que nasceram de um departamento técnico.

Mesmo este empresário identifique o problema, é bastante improvável que esse “solver” seja capaz de mudar rapidamente anos de prática nesta forma específica de pensar. Exatamente por isso que ele precisa de pessoas que já pensem de outra forma. Estas pessoas ajudarão a ver os outros problemas, as limitações quanto às soluções possíveis e, mais importante de tudo: as implicações da solução de um dos problemas nos recursos disponíveis à solução dos outros.

Sem uma solução adequada, mesmo que não-ótima para cada um deles, é uma questão de tempo para o naufrágio.

Tenha isso em mente sempre, e cerque-se das pessoas que podem ajudá-lo a ver o iceberg chegando.

Um Pouco Mais:

Sejamos honestos: a minoria das pessoas não sabe exatamente para quê serve um administrador. É comum ouvirmos a velha piada que todo mundo que está na fila do vestibular e não sabe o que quer fazer da vida, vai se inscrever na administração. E, infelizmente, a piada tem razão de ser. Administração é um curso generalista por essência e precisa ser assim. Como um navio, conduzir uma empresa exige uma visão de contexto, onde não se procura a melhor solução para um problema, mas boas soluções para centenas de problemas.  Um bom administrador é treinado para ver todo o cenário e confiar no especialista em cada área para trazer a melhor informação disponível para a tomada de decisão. Para se comunicar com os especialistas de cada área, ele precisa conhecer um pouco da área em questão.

Especialmente em pequenas empresas, o administrador acaba se envolvendo mais em cada uma das áreas por não dispor de um especialista no assunto. Conforme a empresa vai ganhando porte, os especialistas vão passando a existir, permitindo que o administrador passe a dedicar mais de seu tempo nas áreas estratégicas.

Reflexão:

Modéstia é para os tolos: Se você não informar ao mundo o que você pode fazer por ele, ele não terá como saber….

Humildade é para os grandes: se você já é perfeito, a melhor bolachinha do pacote, não tem como crescer e se tornar maior do que você é hoje….

Abraços a Todos,

Jim Bruno